Freguesia de Beduído e Veiros

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Ninhos de vespa velutina ou asiática: O que fazer?

Quinta, 17 de Janeiro

É um problema para o qual a Câmara Municipal de Estarreja, através da intervenção do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), tem dado uma resposta rápida e eficaz. O aumento dos ninhos de vespa velutina é também uma realidade em território municipal e os serviços estão empenhados em intervir no mais curto espaço de tempo possível. Saiba como proceder caso detete algum ninho e lembre-se que nunca o deve tentar destruir pelos seus meios. 
 
Entre 2016 e 2018, foram detetados e desativados, 231 ninhos no município estarrejense. Mas mais de metade, 138, dizem respeito a 2018, o que traduz o aumento exponencial da presença de vespas asiáticas que se tem verificado também no nosso município, a exemplo do que está a acontecer em todo o país. Este mês, o SMPC já recebeu 27 denúncias estando ao dia de hoje dois casos por resolver. Nos primeiros 10 dias do ano, foram desativados em média dois ninhos por dia. 
 
Praga pode aparecer também em zona urbana
 
Além do mais, se inicialmente os ninhos apareciam em zonas rurais, hoje a praga pode ocorrer em qualquer lado (árvores, casas, silvados, no solo), e em áreas urbanas, o que potencia a proximidade à população. Foram, por exemplo, detetados alguns casos no centro da cidade de Estarreja, entretanto extintos pelo SMPC.
 
Dar resposta em menos de 48 horas é objetivo da Câmara
 
A Câmara Municipal de Estarreja foi afinando procedimentos com a finalidade de acionar uma intervenção o mais imediata possível. Foi introduzida a georreferenciação online dos ninhos, tornando mais eficaz a monitorização da distribuição e expansão da praga da vespa asiática, bem como a intervenção e tratamento. E nesse sentido, almeja-se conseguir um tempo de resposta inferior a 48 horas.
 
Em termos futuros, será promovida uma ação para angariação de voluntários "observadores". Pessoas – apicultores, caçadores, madeireiros – que habitualmente fazem caminhadas, poderão ter um papel importante na deteção dos ninhos.
 
 
QUE PASSOS DEVE TOMAR QUANDO AVISTAR UM NINHO?
 
- Ligar para a Câmara Municipal de Estarreja/ Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) 234 840 600 

- Ou proceder ao registo na plataforma SOSVESPA www.sosvespa.pt
 
- Ou ligar para os Bombeiros Voluntários de Estarreja, GNR ou Junta de Freguesia.

Deverá indicar a localização do ninho, tipo de suporte e deixar contacto telefónico.
 
 
Se detetar um ninho deverá tentar verificar se:
- o ninho está ativo (tem vespas adultas vivas à volta do ninho)» deve comunicar ao SMPC
- o ninho parece não ter atividade – neste caso verificar se tem uma fita vermelha. Em caso afirmativo, o ninho foi tratado – não precisa de comunicar. Em caso negativo, o ninho pode já estar em destruição, mas deverá comunicar na mesma para o SMPC.

 
LEMBRE-SE, NUNCA DEVE DESTRUIR O NINHO. 
A sua destruição parcial dissemina as vespas que constituem assim novos ninhos. O caso deverá ser resolvido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil. 
 
OS NINHOS INTERVENCIONADOS FICAM NO LOCAL E SÃO ASSINALADOS 
Os ninhos intervencionados são assinalados com uma fita vermelha. Após o tratamento, as vespas adultas morrem no intervalo de cerca de 3 dias. Ao final de 2 a 3 semanas todos os habitantes do ninho terão morrido. O ninho acaba por cair ao chão e decompor-se.
 
A VESPA VELUTINA NÃO É MAIS PERIGOSA DO QUE A EUROPEIA
A vespa velutina não é considerada mais perigosa para os seres humanos do que a vespa europeia. Normalmente, se não “interferirmos” com ela, não ataca. A principal ameaça é para a abelha do mel, pois sendo uma espécie predadora das abelhas, quebra-se assim o importante equilíbrio da biodiversidade.